Desde o início das caravanas do Programa “O Samba Pede Passagem”, aprendi a admirar o talento do compositor Rabicho e a dedicação como produtor cultural. O amor pelas “coisas do Brasil” sempre deixaram patente, sua obstinação em preservar a nossa Cultura Popular. Todos os inesquecíveis eventos envolvendo os grandes baluartes do Samba de São Paulo e Rio de Janeiro, em Mogi das Cruzes e região, passaram obrigatoriamente por suas mãos.
Com a humildade e paciência dos verdadeiros artistas, aguardou o momento para mostrar em disco, o seu lado cantor, cantando e contando suas histórias, cumprindo sua missão, com o talento que Deus lhe deu.
Muito Axé!!!
Moisés da Rocha - “O Samba Pede Passagem”


Falar do trabalho desse moço é fácil, é tranquilo, é agradável.
Ele é do samba, ou melhor, ele é samba. Suas composições são o Brasil, são do Brasil e ao ouvir, são o Rabicho, são do Rabicho, são sua verdade.
Eu o admiro e quando ouço, eu reconheço suas canções, mesmo quando não é ele quem está cantando.
Essa é uma qualidade de quem tem maturidade artística, de quem não precisa provar nada para ninguém porque tem a tranquilidade de saber que o que faz é bom e o faz bem.
Tudo isso com uma modéstia que cativa a gente, até parecendo que ele não sabe da bela herança que carrega com elegância e propriedade.
E um recado ao planeta: o trabalho dele é extenso e consistente.
Rabicho, "Levando um samba" é lindo e é disso que o mundo precisa para ser melhor.
Beto Bianchi - Revista do Samba


Rabicho leva um samba como quem carrega uma flor dentro de um grande navio.
No grande navio da nossa história, das nossas paixões.
Sabe da responsabilidade que é transportar a alma da nossa música, trazer na comissão de frente a lembrança do amigo Zé Kéti. Sabe que é herdeiro de Paulinho da Viola, de Chico Buarque, de Elton Medeiros e de Noel Rosa.
Rabicho leva um samba como quem carrega o carnaval nas costas, na mais pura macieza. E na maior força, pois sabe a importância da festa do povo. Sabe das folias, dos congos e dos maracatus, e leva tudo isso interiorizado num samba. Reúne São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Maranhão, enfim, enlaça o país numa obra musical inspirada e cravada pelos tamborins.
Samba elegante, samba com violões, pianos, escaletas, sanfonas, trombones, cuícas e pandeiros. Afinal, um grande amor tem que ser levado assim!
Consuelo de Paula


Não sou especialista no assunto, mas dificilmente somos traídos pelos sentimentos que nos atingem o coração e a alma. Às vezes de maneira ruim, mas neste caso de maneira boa. Estou falando do novo disco de José Luiz, o famoso Rabicho, músico conceituado de nossa região que tem anos de estrada.
Seu cd “Levando um Samba” surpreende pela excelente qualidade. Rabicho mistura a batida carioca com a poesia do samba paulista. Estão claras as influências de Zé Kéti, de quem o músico mogiano já foi parceiro, e Paulinho da Viola, só para citar alguns exemplos.
Outra influência marcante em sua obra diz respeito à Cultura Popular, passando pelo Choro e, por uma de suas paixões, o Carnaval.
Há que se ressaltar também suas parcerias, uma mistura de gente jovem com músicos já consagrados. Mas é de amor que Rabicho melhor fala. Seus textos envolvem e apaixonam. “Levando um Samba” tem a grandeza de quem sabe fazer poesia.
*Ouça “Levando um Samba”, de Rabicho, momentos de descontração.
Walmir Pinto - ator, jornalista e secretário de Cultura de Suzano


Quem já ouviu, certamente aprovou o CD “Levando um Samba”, do cantor e compositor mogiano Rabicho. Com 20 músicas de sua autoria em parceria com gente da Cidade e de fora dela, interpretadas pelo próprio Rabicho e convidados muito especiais, a produção esbanja qualidade, que pode ser medida por um dos participantes, o violonista Guinga, que dispensa comentários. Um CD que valoriza de maneira especial o movimento cultural mogiano, pelo qual Rabicho sempre lutou.
Darwin Valente - editor do jornal O Diário