José
Luiz da Silva nasceu em 07 de abril de 1957, na cidade de Mogi das
Cruzes SP, onde aos 10 anos de idade se encantou pela música
acompanhando os festivais de TV. Atento ouvia as composições
que seriam suas primeiras influências. Saindo às ruas
de Mogi, seguia da mesma forma encantado acompanhando os cortejos
das Congadas na Festa do Divino e das Escolas de Samba nos desfiles
de carnaval. Em meio a tanta informação cultural cresceu
ouvindo de tudo um pouco, já que em casa tinha outras referências
musicais. Com seu avô Brasilio dividia as noites de sábado
assistindo modas de viola e com seu irmão mais velho, Zé
Carlos, conheceu o cancioneiro popular, nas serestas do bairro do
Remédio, onde cresceu e se iniciou compositor. Em 1972, no
quintal na casa de seu tio, José de Deus, encontrou-se pela
primeira vez com o samba. Lá eram guardados os instrumentos
do Bloco Carnavalesco Bafo de Boi, do qual seu padrinho era presidente.
Entre um instrumento e outro foi numa cuíca que arriscou algumas
notas musicais. A cuíca se tornaria mais tarde seu instrumento
preferido. Em 1973, ainda conhecido como José Luiz, estreou
no carnaval de rua, na bateria do Bafo de Boi. Foi neste ano que um
amigo, Jair Cardoso, o apelidou. Ao vê-lo tocando agogô
na última ala da bateria, o amigo resolveu chamá-lo
de "o Rabicho da escola de samba", já que era o mais
novo e menor integrante, desfilando como um dos últimos ritmistas
da bateria. O apelido "pegou" e todos passaram a chamá-lo
Rabicho.
Na TV seguiam os programas musicais da época onde o samba tinha
presença marcante, nas composições de Cartola,
Zé Keti, Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola,
entre outros bambas. Rabicho a essa altura já colecionava alguns
sambas, mas pela timidez que é peculiar aos compositores iniciantes,
não mostrava a ninguém seus versos. Seguiu tentando
o caminho musical, participando de alguns festivais em escolas públicas,
nos ensaios de agremiações carnavalescas e rodas de
samba.
Seu primeiro samba cantado num desfile de carnaval foi em 83 no Bloco
Carnavalesco Bagaço da Vila, do qual também foi fundador.
No mesmo ano passou a integrar a Ala dos Compositores da Escola de
Samba Unidos da Vila Industrial. Na Vila criou com Xavier Filho o
Grupo Arte Pura, do qual faziam parte os compositores Dudu Mendonça,
Mengo, Jair Almeida, Rita Mendonça, entre outros. Com seu novo
parceiro Xavier Filho e o Grupo Arte Pura, produziu e protagonizou
vários shows pela cidade e região, também excursionando
pelo estado de São Paulo, com projetos da Paulistur e Secretaria
do Estado da Cultura.
Com seu novo parceiro Tunito Najar, a partir de 83, compõe
músicas para teatro e shows, tendo participado de vários
festivais em nível nacional, como no Festival Carrefour de
M úsica Brasileira, edições de 91 e 93.
Participou de 86 a 88 do Projeto Rua do Samba realizado pela Secretaria
de Cultura de Mogi das Cruzes, onde esteve ao lado de grandes representantes
do samba como Moisés da Rocha, Wilson Moreira, Dona Ivone Lara,
Osvaldinho da Cuíca, Jorge Aragão, Guilherme de Brito,
Geraldo Filme, Talismã, Ideval, Borba, entre outros.
Participou, com o compositor Zé Keti, de shows e projetos:
como o Projeto Ronda, no Bar Boca da Noite; Festival de MPB da Universidade
Braz Cubas; o show "A paga", no Teatro Municipal de Mogi
das Cruzes; Projeto Gente Bamba, na Unidos da Vila Industrial.
Produziu shows com os compositores Talismã, Wilson Moreira,
Zé Keti, Luiz Carlos da Vila, Nelson Sargento, Osvaldinho da
Cuíca e Paulinho Pedra Azul.
No carnaval criou enredos, figurinos e fantasias para os desfiles
carnavalescos, em várias escolas de samba nas cidades de Mogi
das Cruzes, Suzano, Guarujá e São Paulo.
Produziu e participou de seminários e oficinas de carnaval
ao lado de Moisés da Rocha, Teresa Santos, Nelsinho Crescibeni,
Gilson Negão, Talismã, Osvaldinho da Cuíca,
Nenê da Vila Matilde, Nelson Sargento e Osvaldinho da Cuíca.
Como produtor cultural realizou e dirigiu vários festivais,
projetos de música e de cultura popular, entre os quais Festsamba,
Tem Pagode na Vila e o Prêmio Gente Bamba, com Xavier Filho;
Música no Beco e Dia Nacional do Samba, com Pedro do Carmo.
Em 2000, excursionou pela França a convite da ONG Gumins de
La Rue com oficinas de cultura popular e de carnaval com um grupo
de 23 artistas brasileiros, participando ao lado de Preto Góes
e do grupo Clã Nordestino.
Em 2002, produziu, dirigiu e compôs a trilha original do espetáculo
"Teatro Vasques Sim Senhor!" a convite da Secretaria de
Cultura e Meio Ambiente de Mogi das Cruzes. Musical em comemoração
ao centenário do teatro, com participações de
Tatiana Rodello, Xavier Filho, Paulo Henrique, Meyson, Juliana Kozma,
Mateus Sartori e Alan Moraes no papel de Francisco Corrêa Vasques.
Produziu os CDs: Ala dos Compositores da Vila Industrial, 2003; A
Festa do Divino em Mogi das Cruzes, 2003; trilha original do documentário
Divino Espírito Popular, 2003; Quando o São João
chegou lá na avenida, da Escola de Samba Acadêmicos do
São João, 2004; Sambas de Enredo das Escolas de Samba
de Suzano, Carnaval 2008.
Produziu e dirigiu o show Pelos caminhos do samba, com o Grupo Caixinha
de Fósforo, liderado pelo parceiro Pedrão, com participações
de Xavier Filho, Mateus Sartori, Elisa Ferraz e Dudu Requinte. Em
2004, o Projeto Cartola, no Espaço de Cultura Arco da Velha
com Aline Chiaradia, Regiane Pomares e Yrapoan Jr.
Em 2005, assumiu a coordenação do carnaval e o departamento
de música na Secretaria de Cultura da cidade de Suzano, onde
produziu e dirigiu projetos como: Concurso de Marchinhas Carnavalescas,
Roda Popular, Dia Nacional do Choro, Oficinas do Carnaval, Concertos
da Primavera, FESC (Festival Suzanense da Canção), entre
outros.
Desde 86 trabalha na criação e produção
de jingles publicitários.
Criou, em 2009, a Associação Cultural e Escola de Samba
Mirim Flor do Itapeti, na cidade de Mogi das Cruzes e a Gente Bamba
Produções em parceria com a arquiteta e designer gráfico
Roberta Regato.
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